Telemetria veicular: o que é, para que serve e quanto custa
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Telemetria parece palavra de engenheiro, mas a ideia é simples: é medir o que acontece com o veículo sem estar dentro dele. Onde ele está, por onde andou, quanto rodou, se ficou parado, se passou do limite de velocidade.
O problema é que o nome cobre muita coisa diferente. Tem aparelho que só manda a posição, e tem equipamento ligado ao computador do motor. Antes de contratar, vale saber o que cada um entrega de fato.
O que um rastreador GPS mede de verdade
O rastreador comum é uma caixinha ligada na parte elétrica do veículo, com GPS e um chip de celular. Com ele, dá para ter:
- Posição: onde o veículo está agora, ou onde estava na última vez que o aparelho conseguiu sinal.
- Trajeto do dia: o caminho feito, desenhado no mapa, do primeiro giro de chave até a última parada.
- Km rodado: calculado pelo caminho que o veículo fez, ponto a ponto.
- Paradas: onde parou e por quanto tempo.
- Velocidade acima do limite: quando passou do limite configurado para aquele veículo.
- Ignição: a hora em que foi ligado e desligado.
- Bateria baixa do rastreador: sinal de que o aparelho pode parar de mandar posição.
É exatamente isso que a Girodata faz. Os eventos ficam registrados dentro do app, no dia do veículo e na aba de alertas.
O que depende de outro equipamento
Uma parte do que se vende como telemetria não sai do GPS. Sai do motor, por uma ligação na rede interna do veículo (a chamada rede CAN) ou por sensores a mais. Nessa lista entram:
- Consumo de combustível lido direto do motor.
- Rotação e temperatura do motor.
- Códigos de falha do painel.
- Frenagem e aceleração brusca medidas por sensor.
- Temperatura de baú refrigerado.
A Girodata não lê esses dados. Se alguém oferecer tudo isso com um rastreador simples de quatro fios, pergunte qual equipamento vai ser instalado e de onde sai cada número.
E o km por litro, de onde sai?
Sem ler o motor, o km/l sai de uma conta: o km que o rastreador mediu dividido pelos litros que você lançou no abastecimento. É o mesmo cálculo que você faria no caderno, só que o km não depende de alguém anotar o hodômetro.
Com os abastecimentos e os gastos lançados, o app devolve o km/l, o custo por km e a vida de cada peça, por veículo e por mês.
Para que serve no dia a dia
- Saber por onde o veículo andou sem precisar ligar para o motorista.
- Conferir o km do mês com o que foi combinado com o cliente.
- Ver se o veículo foi ligado fora do horário de trabalho.
- Descobrir quanto custa rodar cada veículo.
- Saber quando a próxima troca de peça está chegando.
O limite de que pouca gente fala: o sinal
O rastreador depende da rede de celular. No interior, tem estrada e fazenda onde o sinal some. O aparelho guarda os pontos e manda tudo quando a rede volta, mas em alguns trechos o dado simplesmente não chega.
Quando isso acontece, a Girodata mostra o trecho sem sinal tracejado no mapa, em vez de ligar os pontos com uma linha reta inventada. Nenhuma medição por GPS é perfeita, e é melhor saber onde está o buraco do que confiar num número bonito.
Quanto custa
O preço de um serviço de telemetria costuma ter três partes: o aparelho, a instalação e uma mensalidade por veículo, que inclui o chip e o sistema. O que faz o valor subir ou descer:
- O tipo de equipamento. Leitura de motor custa mais que GPS.
- A quantidade de veículos.
- Se a instalação é feita no seu pátio ou se você precisa levar o veículo.
- O que o sistema entrega além do mapa.
Para frota pequena, a pergunta que mais importa não é o preço do mês. É se você vai usar o que está pagando. Um mapa que ninguém abre sai caro por qualquer valor.
A Girodata é de Guararapes-SP e instala no local, em Araçatuba e região.